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Título: Alergia a Medicamentos Reportada em Crianças que Frequentam Infantários
Outros títulos: Reported Drug Allergy among Children Attending Day Care Centers
Autor: Carreiro-Martins, P
Belo, J
Marques, J
Papoila, AL
Caires, I
Araújo-Martins, J
Pedro, C
Rosado-Pinto, J
Virella, D
Leiria-Pinto, P
Neuparth, N
Palavras-chave: Creches
Hipersensibilidade a Medicamentos
Criança
Prevalência
Portugal
HDE ALER
HDE CINV
Data: 2014
Editora: Centro Editor Livreiro da Ordem dos Médicos
Citação: Acta Med Port. 2014 Jul-Aug;27(4):444-449
Resumo: Introdução: A prevalência de alergia a fármacos na população geral não se encontra devidamente caraterizada, existindo poucos estudos publicados que tenham abordado esta situação em crianças com idades inferior a seis anos de idade. Este estudo tem como objetivo principal estimar a prevalência de alergia a medicamentos reportada pelos pais de crianças de infantários de Lisboa e do Porto. Material e Métodos: No âmbito da Fase II do projeto “ENVIRH – Ambiente e Saúde em Creches e Infantários” foi aplicado um questionário sobre alergia a medicamentos aos pais das crianças, recrutadas por amostragem aleatória estratificada dos infantários. Resultados: Foram analisados 1 169 questionários, 52,5% de rapazes. A idade média foi de 3,5 ± 1,5 anos. A prevalência de alergia a medicamentos reportada foi de 4,1% (IC 95%: 3,0 - 5,2%). Os fármacos mais referidos foram os antibióticos (em 27 reações) e os AINEs (em seis reações). Na análise multivariável, a alergia a medicamentos reportada associou-se diretamente com a idade da criança (OR 1,19; IC 95% 1,01 - 1,41) e com a referência a alergia alimentar (OR 3,19; IC95% 1,41 - 7,19) e inversamente com o nível de escolaridade dos pais (OR 0,25; IC95% 0,10 - 0,59). Discussão: Apesar das limitações do estudo, os resultados encontram-se de acordo com o reportado por outros autores e sugerem que a prevalência reportada de alergia a medicamentos seja elevada no grupo etário estudado. Conclusão: Torna-se necessário que situações de alergia a medicamentos reportadas pelos pais sejam devidamente estudadas, no sentido de evitar evicções desnecessárias que possam condicionar opções terapêuticas em futuras situações de doença.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.17/1910
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