Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.17/1869
Título: Angioplastia Primária na Mulher: Realidade Nacional
Outros títulos: Primary Angioplasty in Women: Data from the Portuguese Registry of Interventional Cardiology
Autor: Calé, R
Sousa, L
Pereira, H
Costa, M
Sousa Almeida, M
Palavras-chave: HSM CAR
Mortalidade Hospitalar
Mulher
Enfarte do Miocárdio/cirurgia
Intervenção Coronária Percutânea
Portugal
Estudos Prospectivos
Registos
Factores de Risco
Factores Sexuais
Data: 2014
Editora: Sociedade Portuguesa de Cardiologia
Citação: Rev Port Cardiol. 2014 Jun;33(6):353-361
Resumo: Objetivos: A mortalidade na mulher após angioplastia primária (ICP-P) é superior à do homem. Contudo, permanece contraditório o papel do sexo poder ser fator de risco independente para mortalidade no contexto de enfarte agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST (EAMST). Com base no Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI),pretendemos avaliar como é que o género feminino influencia o prognóstico a curto prazo nos doentes com EAMST submetidos a ICP-P a nível nacional. Métodos: De 60 158 doentes incluídos prospetivamente no RNCI de 2002-2012, incluímos na análise 7544 doentes com EAMST tratados por ICP-P, dos quais 25% foram mulheres. Utilizámos modelos de regressão logística e ajustamento por propensity score para avaliar o impacto do sexo na mortalidade hospitalar. Resultados: As mulheres foram mais idosas (68 ± 14 versus 61 ± 13, p < 0,001), mais diabéticas(30 versus 21%, p < 0,001) e hipertensas (69 versus 55%, p < 0,001). Os homens foram revascularizados mais cedo (71 versus 63% nas primeiras 6 horas, p < 0,001). Choque cardiogénico foi mais frequente nas mulheres (7,1 versus 5,7%, p = 0,032). Estas apresentaram um pior prognóstico a curto prazo, com 1,7 x maior risco de morte intra-hospitalar (4,3 versus 2,5%; IC 95% 1,30-2,27; p < 0,001). Utilizando um modelo de regressão ajustado através de um propensity score, o sexo deixa de ser preditor de mortalidade hospitalar (OR 1,00; IC 95% 0,68-1,48; p = 1,00). Conclusões: No RNCI as mulheres com EAMST tratadas com ICP-P apresentaram maior risco cardiovascular, um acesso menos atempado a ICP-P e um pior prognóstico. Contudo, após ajustamento do risco, o género feminino deixa de ser preditor independente de mortalidade hospitalar.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.17/1869
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