Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.17/1446
Título: Alergia às Fórmulas de Leite Extensamente Hidrolisadas - 3 Casos Clínicos
Outros títulos: Extensively Hydrolyzed Formulas Allergy - 3 Clinical Reports
Autor: Sampaio, G
Romeira, AM
Arêde, C
Prates, S
Pires, G
Morais-Almeida, M
Rosado-Pinto, J
Palavras-chave: Hipersensibilidade
Leite de Vaca
Criança
Caso Clínico
HDE ALER
Data: 2003
Editora: Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica
Citação: Rev Port Imunoalergologia. 2003; XI : 41-45
Resumo: A alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) é a alergia alimentar mais frequente em idade pediátrica. O tratamento consiste na evicção das proteínas do leite de vaca e seus derivados, sendo habitualmente utilizadas fórmulas lácteas extensamente hidrolisadas (FEH). No entanto, mesmo estas podem conter péptidos com potencial alergénico. Apresentam-se três casos clínicos de alergia às FEH incluindo a abordagem diagnóstica e terapêutica. Três crianças, do sexo masculino, com APLV IgE mediada (testes cutâneos por prick para leite e fracções e prova de provocação positiva) diagnosticada nos primeiros meses de vida. Todas as crianças foram tratadas numa fase inicial da doença com uma FEH. Um dos casos manteve sintomas e os restantes mantiveram um periodo variável de tolerância, de alguns dias até 4 meses, após o que reiniciaram sintomas de alergia. Duas crianças apresentavam testes cutâneos positivos para as FEH. Em 2 casos foi introduzido leite de soja, como leite alternativo, com intolerância. Finalmente, nos 3 casos, iniciou-se uma fórmula láctea de aminoácidos, obtendo-se uma boa evolução clínica. As FEH nem sempre são toleradas em crianças com APLV, justificando a necessidade de outras medidas terapêuticas; nestas situações, o leite de soja não parece constituir uma alternativa adequada. Desde há poucos anos estão disponíveis em Portugal fórmulas de aminoácidos, que se revelam alternativas seguras em caso de alergia às FEH. Não são, no entanto, indicadas como terapêutica de primeira linha na APLV, uma vez que na nossa prática os casos de alergia às FEH são raros e estas fórmulas constituem uma alternativa dietética extremamente dispendiosa.
URI: http://hdl.handle.net/10400.17/1446
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