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Título: Linfopenia em Doentes Submetidos a Ventilação Mecânica por Exacerbação de Insuficiência Respiratória Crónica: Estudo Prospectivo
Outros títulos: Lymphopenia in Patients Submitted to Assisted Ventilation Due to Aggravated Chronic Respiratory Failure: a Prospective Study
Autor: Marcelino, P
Germano, N
Grilo, A
Flora, L
Marum, S
Fernandes, AP
Palmeiro Ribeiro
Palavras-chave: Doença Crónica
Estudos de Follow-Up
Linfopenia
Prevalência
Prognóstico
Estudos Prospectivos
Respiração Artificial
Insuficiência Respiratória
Índice de Gravidade da Doença
Data: 2004
Editora: Sociedade Portuguesa de Pneumologia
Citação: Rev Port Pneumol. 2004 Sep-Oct;10(5):373-81
Resumo: Objectivo: avaliar e caracterizar a linfopenia em doentes admitidos numa unidade de cuidados intensivos para suporte ventilatório por exacerbação de insuficiência respiratória crónica e eventual relação com a gravidade da doença. Material e métodos: estudo prospectivo com 6 meses de duração e mais 6 meses de seguimento após alta da unidade. Incluídos 24 doentes, 22 homens, com APACHE II médio de 19,7, 3 dos quais com possibilidade de seguimento após a alta. Foram colhidas análises para determinação das subpopulações linfocitárias na admissão e a cada 7 dias de ventilação mecânica. Excluídos doentes com sinais de infecção ou imunossupressão prévia, à excepção dos corticóides. Resultados: a linfopenia foi encontrada em 79,2 % dos doentes com depleção de todas as subpopulações linfocitárias sendo mais expressiva a depleção de linfócitos B CD19+. Esta linfopenia não se relacionou com os níveis séricos de cortisol, e apesar de se relacionar com uma maior gravidade clínica não esteve associada a uma maior mortalidade. O registo evolutivo no internamento mostrou tendencialmente uma recuperação da linfopenia. Conclusões: a linfopenia é frequente em doentes ventilados por exacerbação de doença respiratória crónica. Trata-se de uma linfopenia não selectiva, que recupera ao longo do internamento, mais acentuada ao nível dos linfócitos B CD19+. Estes doentes apresentam índices de gravidade maior mas sem diferenças na mortalidade. O seguimento ambulatório destes doentes mostrou-se difícil e foi inconclusivo.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.17/1187
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